
Morena,
De cabelos já grisalhos;
Pequenina,
Mas chegando
Onde os mais altos chegam.
Africana de nascimento,
Que um dia
O negro homem expulsou
Da terra, pela cor da pele.
Bondosa, prestável, tranquila,
Dizem de mim;
De mau feitio às vezes e refilona,
Também.
Honesta e batalhadora,
Sei que o sou.
Amante da natureza
E tudo quanto é belo,
De um momento de Paz
E boa música, não abro mão.
Quem eu sou afinal!?
Margarida de primeiro nome
Rosa, mas sem espinhos, o segundo.
Amigos muito queridos
Um dia, de mim escreveram:
“Generosa, até mais não,
Uma mulher de coragem,
Inconfundível de coração,
Dá-nos, de si, radiosa imagem,
A todos dando a sua mão.
Cem por cento caridosa,
É uma alma boa, em suma,
Sendo Margarida Rosa,
São duas flores em uma.”
“Margarida é o seu nome
Ainda no berço lho deram
Raramente gosta de sair
Gordinha ela é, mas fica bem
Anda a pé quanto tem tempo
Ri com vontade quando acha graça
Inveja de ninguém, não sente
Dá amor, amizade a todos
Anda feliz mesmo que o mundo não esteja.”

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