terça-feira, maio 20, 2008

MEGACIDADES

As Megacidades


Dimensões Urbanas
Megacidades são áreas urbanas com mais de cinco milhões de habitantes. Estimam-se que em 20015 haverá cerca de 60 novas megacidades onde habitarão mais de 600 milhões de pessoas.
A dimensão destas megacidades proporciona a criação de novas dinâmicas, nova complexidade e novos fenómenos e processos – físicos, sociais e económicos. São palco de intensas e complexas interacções entre diferentes processos sociais, políticos, económicos e ecológicos.
Nas megacidades existem com frequência grupos de diferentes etnias, comunidades e estratos sociais com diferentes raízes culturais e estilos de vida. Esta situação leva a uma expansão urbana descontrolada o que origina grandes volumes de tráfego, elevadas concentrações industriais e sobrecargas ambientais. Pode levar à inflacção do mercado imobiliário, pode originar um deficiente planeamento habitacional e em alguns casos dar origem a situações extremas de pobreza e riqueza convivendo lado a lado causando distúrbios e tensões sociais.
As megacidades são igualmente um foco de risco global. A densidade populacional aumenta o risco de fenómenos físicos, com potencial destrutivo, naturais ou causados pelo homem. Assim, as megacidades expostas ao ambiente global e às mudanças socio-económicas e políticas, agravam o risco que recai sobre elas.
Em muitas megacidades, a participação pública deficiente, retrai a gestão do território, a regulamentação e gestão da edificação, os serviços básicos – como o abastecimento de água, rede de esgotos e a distribuição energética – e o estabelecimento da ordem – segurança e prevenção de desastres –.

Qualidade de Vida
A qualidade de vida depende das percepções individuais, das atitudes, aspirações e sistemas de valores. Estes aspectos variam com a idade, a etnia, a cultura e a religião, assim como estilos de vida, educação e o passado cultural.
Para muitos residentes das megacidades, a qualidade de vida é habitualmente reduzida, sejam eles ricos ou pobres. A poluição do ar, da água e dos solos, as deficientes nos abastecimentos de água e de energia, o congestionamento do tráfego, os problemas de saúde ambiental, a insuficiência de espaços verdes, a pobreza e a má nutrição, a segurança social e os problemas de segurança pública e social, trazem muitas preocupações e colocam muitas restrições às populações.

Megacidades Sustentáveis
As megacidades carecem de recursos naturais e humanos para a energia, indústria, construção, infra-estruturas e manutenção, em tal quantidade que acabam por gerar elevados impactos locais e globais que devem ser cuidadosamente estudados, controlados de modo a reduzi-los.
O aumento de população nas megacidades ao encontro de melhores empregos, leva a que estas se dispersem. Esta dispersão acentuada pelas megacidades faz com que áreas de condições menos favoráveis, mais sujeitas a fenómenos físicos naturais, sejam invadidas frequentemente. Estas áreas ficam sujeitas a inundações e até mesmo deslizamentos de terrenos. Isto faz com que tanto o investimento inicial como a manutenção a longo prazo sejam mais dispendiosos. Os efeitos de mudanças ambientes e socio-económicas mundiais podem agravar os riscos e prejudicar a qualidade de vida de muitas pessoas.
O progresso económico traz prosperidade individual e social e bem-estar material. Contudo em momentos economicamente menos favoráveis, as consequências a nível do desemprego, da perda de coesão social, do colapso da segurança social e do desleixo ambiental, podem ser dramáticas para os grandes aglomerados populacionais.
Numa megacidade, as autoridades devem controlar a construção urbana e a ocupação do solo no sentido de minimizar os efeitos ambientais negativos, quer para a própria cidade quer para o espaço geográfico que dela depende. Para isso é preciso uma maior e melhor gestão dos recursos, do tráfego e dos resíduos, recuperando o investimento realizado, reciclando o lixo e outras matérias em geral, e na medida do possível, reduzindo os riscos para a saúde.

A Invasão do Espaço
Muitas megacidades atingiram já os seus limites físicos e de administração e em muitas outras isso ocorrerá num curto espaço de tempo. Quando isso acontece, os preços dos terrenos tornam-se competitivos, levando à exploração do uso do solo com a construção de edifícios em altura e a exploração de áreas subterrâneas.
O desenvolvimento à superfície necessita de fundações seguras. A concentração de infr-estruturas e actividades pode reduzir a qualidade de vida e essas áreas podem tornar-se mais vulneráveis aos fenómenos físicos. Na superfície, algumas dessas infr-estruturas e empreendimentos, associados à degradação ambiental e outras actividades, podem ser construídas em profundidade, melhorando-se a qualidade d3e uma vida ao nível da superfície, o que pode ocasionar também um ambiente mais seguro para algumas actividades públicas e comerciais, assim como, fornecem abrigo face às intempéries. Mas, esses empreendimentos podem afectar o equilíbrio natural nos sistemas subterrâneos, levando a catástrofes que podem comprometer o desenvolvimento no futuro. O planeamento pode ser melhorado através de um estudo tridimensional das áreas superficiais e subterrâneas, incluindo os seus recursos e perigos, recorrendo a técnicas modernas de simulação.

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Pesquisa: Texto publicado no blog – “nosnaserradalua”

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